segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

Superficiais (Parte I)

Sei que nada disto é certo, e se existir algo de correcto aqui serás tu e as tuas opiniões óbvias. Este mundo está perdido em tantos aspectos, de tantas formas, que adivinhar a sua salvação é como acertar em que estrela existe um planeta com vida. O mais acertado seria preparar a nave e “remar” até lá.
Esta afirmação só por si está errada e certa, vamos lá, o planeta passou por eras, como nós passamos por começos e fins de civilizações que nessa data diriam que seriam eternas, não me admirava nada que esta acabasse em breve para um novo recomeço, onde a nossa consciência fosse diferente da que temos hoje, melhor, não me admiro nada que daqui a cem anos olhem para trás e nos chamem de primitivos ou de superficiais.
Isto de superficiais é uma verdade absoluta, deixa-me ser hipócrita e pedir desculpa, desculpa, é só a minha opinião errada sobre as formas de vida às quais se chama humanos, cheios de si, de sonhos, de sentimentos, esterilizados, talvez esta palavra não se encaixe no significado que quero dar à generalidade das pessoas, talvez, talvez sim, deixa-me manifestar a minha opinião com a liberdade de expressão que ainda me resta, deixa-me ser e existir do jeito que quero, da mesma forma que o fazes.
Nunca banalizamos tanto os sentimentos como hoje, nunca fomos tão superficiais e, numa época em que podemos correr atrás de tudo o que realmente desejamos, perdemos a ponta da lança para a alcançar.

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