quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

Hipócritas

Tento assumir um compromisso, o de escrever, não todos os dias até porque não me quero forçar a tal coisa, dia sim, dia não, e de publicar às 18:00 horas.
A razão disto é o compromisso para comigo e os meus, nada mais.
Enquanto pensava no que iria escrever hoje, só a palavra “hipócritas” me vinha à mente, peço desculpa e avanço, não seremos todos hipócritas em tantas circunstâncias?
Aprendi a pedir desculpa há muito tempo atrás, quando o faço estou a ser hipócrita, a maioria das vezes é um acto de pena para com os outros, é a minha superioridade a ter dó de alguém, obviamente que nem todos os casos serão uma manifestação da minha hipocrisia e nem todos os casos mereciam as minhas desculpas, simplesmente, se isso acabar uma discussão com a qual não ganho nada, que não me fará mais ou maior, peço desculpa e sigo.
A palavra “hipócritas” surgiu na minha mente em forma de estado gasoso, uma espécie de nevoeiro que paira sobre nós, sobre o nosso quotidiano, tão falsos quanto possível, cheios de frases e formas de vida, tão respeitosos, educados e rectos, sim rectos, disparamos disparates do que não somos mas fingimos ser, calma, desculpa, falo exclusivamente de mim, só eu tenho e busco o amor perfeito, só eu tenho a mulher perfeita e só ela tem o homem perfeito porque cozinho e lavo a loiça, mais uma data de tarefas aliadas ao que é viver a dois, neste caso a três, tenho que contar com o meu filho, aquele pequeno perfeito, que não pede colo para não incomodar os pais, que não faz birras porque já sabe que é feio e claro está, é brincadeira todo o dia.
Desenhamos uma vida perfeita que não existe, tão longe de uma realidade que não se encontra cá em casa, e novamente peço desculpa, hipócritas.

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